
Eduardo Almeida
O Pint of Science Maceió se encerrou nesta quinta-feira (11), mas deixa um resultado expressivo: realizado em formato inédito, devido à pandemia de covid-19, o festival colocou Alagoas na rota de um dos maiores eventos científicos mundiais. A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) foi a promotora do festival em Maceió, que contou com a participação de pesquisadores de todo o Brasil.
Durante os dias 8, 9 e 10 de setembro, integrantes de diversas instituições de ensino superior de Alagoas abordaram temas de relevância local e nacional, expostos através de uma linguagem comum a quem não frequenta o meio acadêmico. A proposta do evento é justamente popularizar a ciência, com a abordagem clara e direta de conteúdos que até então ficavam restritos aos muros das universidades.
Segundo Klaysa Moreira Ramos, coordenadora local do Pint of Science, a ideia inicial era realizar um evento presencial, mas a pandemia impôs alterações. O novo formato favoreceu o festival e possibilitou a participação de pesquisadores de outros estados. “Das 183 cidades que estavam selecionadas para o evento presencial, apenas 73 aceitaram o desafio de fazer o festival virtualmente. Todos enfrentamos as novidades e dificuldades impostas pelo formato, incluindo o tempo reduzido para organização, mas, ainda assim, acreditamos que as pessoas que participaram certamente adquiriram informações nova sobre os temas expostos, de forma que o objetivo do evento foi cumprido”, expôs.
De acordo com a coordenadora, a Uncisal submeterá nova proposta para realização do festival em 2021. “Com toda certeza nós daremos continuidade ao festival em Maceió, em 2021, na torcida para que possamos dessa vez ter a versão própria do evento, que tradicionalmente é realizado em bares e restaurantes”, concluiu.
No mesmo sentido, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Uncisal, Mara Cristina Ribeiro, destacou a intenção de realizar novamente o festival em Alagoas. “Não tenho dúvida que a Uncisal deverá se candidatar para sediar mais uma vez esse importante evento e espero que possamos fazê-lo na perspectiva da sua ideia original: de forma presencial, brindando coletivamente a ciência e seus benefícios que favorecem toda a sociedade”.
Para ela, embora a edição 2020 não tenha sido realizada em sua forma original, conseguiu gerar resultados bastante positivos. “Minha avaliação é que o formato remoto, apesar de impor o desenvolvimento das atividades propostas em um contexto privado, dentro da casa dos participantes, o que foge de sua proposta original - que é levar a ciência para cenários cotidianos e compartilhar de seus conceitos por meio de uma linguagem acessível, portanto o bar, o restaurante, o boteco como eixo do encontro - foi muito bem sucedido. Contamos com excelentes apresentações e discussões que aproximaram a universidade e a pesquisa de temas atuais e que interessam a toda a sociedades”, concluiu a gestora.
