
Eduardo Almeida
A manhã chuvosa deste sábado (26) não impediu que dezenas de estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) saíssem às ruas do Trapiche da Barra, em Maceió, para uma ação educativa de combate ao mosquito Aedes aegypti. A iniciativa aconteceu em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e contou com a participação de técnicos da pasta.
Os estudantes percorreram as ruas do bairro, vistoriando imóveis e distribuindo panfletos informativos para moradores e comerciantes. Segundo a Supervisão de Endemias da Sesau, o período chuvoso é considerado um momento crítico, porque a possibilidade de acúmulo de água cresce significativamente, o que favorece a proliferação do mosquito responsável por transmitir a dengue, zika e chicugunya.
Antes de saírem a campo, no entanto, os estudantes participaram de um treinamento, que aconteceu no início do mês no Hospital Escola Portugal Ramalho. Na oportunidade, técnicos da Sesau passaram informações sobre o mosquito e sobre as formas de evitar que ele se prolifere e contribua para que ocorram epidemias como as registradas no ano de 2015 – quando houve um grande número de arboviroses.

De acordo com a supervisora de Política Estudantil da Uncisal, Ivana Moura, o projeto de combate ao Aedes aegypti contempla estudantes que recebem a chamada bolsa permanência e que não fazem parte de nenhum projeto de extensão. Ela explica que os alunos foram divididos em dois grupos, que foram a campo neste sábado e no último dia 19 com o acompanhamento de técnicos da Sesau.
“Esta é a segunda edição do projeto. A primeira aconteceu no ano passado. É uma iniciativa muito importante, porque vai permitir que a população seja esclarecida sobre os riscos das doenças transmitidas pelo mosquito. A Pró-Reitoria Estudantil estabeleceu dois grupos de trabalho, que se dividiram nas tarefas de conscientização. Sem dúvidas, isso vai evitar que o surgimento de novos casos”, ressaltou.
Para o supervisor de Endemias da Secretaria de Saúde, Paulo Protásio, ações com caráter educativo, como as desenvolvidas pela Uncisal, são essenciais para que Alagoas não volte a sofrer com uma epidemia de arboviroses. Ele explica que o chamado “controle mecânico do Aedes”, ou seja, sem o uso de produtos químicos, deve ser adotado como prioridade no combate ao mosquito no estado.
“O ideal é que o uso de produtos químicos só seja usado quando não há a possibilidade de o problema ser resolvido fisicamente. Portanto, ações informativas, com caráter de educar a população sobre como prevenir e quais as consequências da proliferação do mosquito, são fundamentais para que Alagoas não volte a sofrer com epidemias”, explicou o supervisor.
