Estudantes de Fisioterapia, Fonouadiologia e Terapia Ocupacional participam de roda de conversa sobre a PNASPI
Depois da visita a aldeia da Mata da Cafurna, da tribo Xucuru Kariri, os alunos de Ética, Alteridade e Diversidade no Cuidado em Saúde, com os cursos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia tiveram a oportunidade de conhecer a PNASPI - Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, a partir da experiência dos profissionais da Divisão de Assistência a Saúde Indígena-DIASI, da Secretaria Especial de Saúde Indígena - SESAI, ligada ao Ministério da Saúde, em Roda de Conversa entre alunos , professores, na tarde da última quarta-feira (30).
O compromisso da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) com uma formação acadêmica comprometida com as demandas sociais e em defesa do Sistema Único de Saúde-SUS tem se aprofundado a cada dia. Vários profissionais, das mais diversas áreas, têm desenvolvido projetos e práticas impactantes, segundo a professora Sandra Bomfim, coordenadora do módulo de Política Afirmativa, além da matéria o Médico e o seu Trabalho- MST1 comPolíticas Afirmativas, em Medicina.
O fisioterapeuta Ronny Lourenço apresentou um histórico da gestão da saúde indígena e como funciona atualmente o subsistema com suas fragilidades e avanços. "Cada tribo indígena tem sua cultura, seus tabus e aspectos peculiares, e nossa postura tem sido sempre de respeito e diálogo com os aspectos religiosos referentes a produção de cuidado próprios de cada povo", enfatizou o integrante da equipe de saúde,
"O maior desafio é dialogar de forma respeitosa com aspectos culturais que desconhecíamos, sempre nos questionamos e refletimos sobre os limites de nossa atuação", ponderou a médica Cleuza Freitas Pimentel, com onze anos de dedicação a saúde da mulher indígena. E complementou considerando que em algumas tribos do norte do brasil, a mulher faz o pré-natal inteiro com a equipe de saúde, mas no trabalho de parto, vai sozinha para a beira do rio ou para dentro da mata parir. "De acordo com as tradições, cabe exclusivamente a mulher decidir se a criança vive ou não". exemplificou a profissional ao refletir sobre os conflitos culturais envolvidos ao se trabalhar com os povos indígenas.
A psicóloga Soraya de Paiva Lacerda chegou recentemente à equipe mas traz um experiência significativa da atenção básica para disponibilizar nos trabalhos de gestão desenvolvidos por ela na equipe. " Chegamos parara somar, um trabalho cheio de desafios e particularidades, estou feliz de me integrar a uma equipe tão atuante e comprometida", afirmou a psicóloga.
Um dos pontos discutidos durante a roda de conversa foi a importância do papel do fisioterapeuta e outros profissionais na atenção básica do subsistema para a população indígena do SUS. A equipe do DIESI funciona de forma muito semelhante ao Núcleo de Apoio à Saúde da Família- NASF, esclareceu o Ronny Vasconcelos."O controle social no subsistema funciona efetivamente, um exemplo a ser seguido por todos os usuários do SUS, temos muito o que aprender com os povos indígenas, reconheceu o integrante da equipe do DIASI.
O objetivo da matéria é sensibilizar os alunos para a construção de relações não hierárquicas no diálogo entre as produções de cuidado pautadas nos saberes acadêmicos e nos saberes tradicionais, além da desconstrução de estereótipos sobre os povos tradicionais, como indígenas, quilombolas, povos de terreiros e outros, explicou a professora de Ética e Alteridade, a enfermeira Danniely Santos dos Anjos. "Priorizamos um trabalho de educação étnico-racial, promovendo visibilidade positiva, com visitas ao campo, por exemplo, depois as políticas afirmativas e os respectivos processos de trabalho são apresentados", sintetizou a enfermeira.
A discussão sobre a importância do fisioterapeuta na atenção e outros profissionais na atenção básica é muito cara à saúde coletiva, e abre um mercado de trabalho importante para os futuros profissionais da saúde, formados pela UNCISAL, complementou Augusto César Alves de Oliveira, coordenador de Fisioterapia. "Não tenho dúvida sobre a riqueza de um momento desse para a universidade, os assuntos discutidos aqui são fundamentais para a formação dos alunos, além de ampliar a nossa também", finalizou o evento Augusto de Oliveira, enfatizando que as portas da Uncisal estarão sempre abertas.
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