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Danielle Cândido / Fotos: Anderson Macena
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) concedeu menção honrosa ao servidor Jefferson Nunes dos Santos, gerente administrativo do Serviço de Verificação de Óbito da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (SVO/Uncisal). A entrega da honraria pelos relevantes serviços prestados ao Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid/AL), do MPAL, aconteceu no dia 28 de agosto, no prédio-sede da Procuradoria-Geral de Justiça.
O evento teve como finalidade a renovação da assinatura de um termo de cooperação por representantes do SVO/Uncisal, e demais órgãos - a exemplo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e da Ordem dos Advogados do Brasil (Secção Alagoas) -, para oficializar o compromisso com o Plid/AL. Na ocasião, todos os integrantes da Rede foram homenageados com menção honrosa.
O servidor da Uncisal, Jefferson Nunes, explicou que o Serviço de Verificação de Óbito participa do Programa desde 2019. “O SVO é uma unidade que, eventualmente, recebe cadáver não identificado. Nesse sentido, há necessidade de trabalho coordenado com os órgãos de segurança para melhor localizar familiares e responsáveis”, descreveu.
“O Plid é uma rede de apoio que lida com números de modo a evitar que eles sejam apenas estatísticas, e sim, que sejam famílias com uma história feliz de reencontro com o ente querido. São histórias difíceis, mas necessárias num cotidiano de tantas pessoas que desaparecem”, contou Jefferson Nunes, sobre a experiência na Rede. Ainda segundo ele, “o trabalho coletivo do serviço público consegue dar um resultado mais efetivo à sociedade que servimos”.
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Plid
O Plid Alagoas, oficialmente, no momento, tem em seus dados 2.530 casos, destes 446 foram concluídos, mais 2.083 casos estão em investigação e um aguarda instauração. Na totalidade, 63,89% são do sexo masculino e 33,19% do sexo feminino. Entre os desaparecidos, 31,51% tem idade entre 12 a 17 anos; em seguida, vêm os de 31 a 40 anos com 17,12%; de 18 a 24 anos com 16,65%; de 41 a 50 anos com 9,87%; de 25 a 30 anos são 9,39%; mais de 60 anos 6,66%; de 0 a 11 anos são 2,62%.
De acordo com a estatística, em sua maioria, no caso 37,61% dos desaparecimentos são sem motivo aparente; 18,36% por conflito intrafamiliar; 12,70% por problemas psiquiátricos; 9,80% perda de contato voluntário; 6,835 por dependência química; 6,21% possível vítima de homicídio; 6,07% possível vítima de sequestro; 1,24% por envolvimento com o tráfico de entorpecentes; 1,04% institucionalização- paradeiro desconhecido; 0,62% por abandono; 0,41% por apreensão ou prisão; 0,145 possível vítima de acidente; 0,07% subtração para exploração sexual; 0,07% possível óbito não comunicado (exceto homicídio); mais 0,07% possível vítima de feminicídio e o mesmo percentual também para possível vítima de afogamento.
