
Gabriela Flores
A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) por intermédio da Pró-reitoria Estudantil (Proest) realiza nos dias 26 e 27 de setembro a VI Semana da Cultura / I Ginacana Universitária. Esta edição irá abordar a obra de Jorge de Lima.
O evento, que é direcionado aos discentes regularmente matriculados na Uncisal está com inscrições abertas até a quarta-feira, dia 30. Os interessados devem comparecer à Proest, localizada no terceiro andar do prédio sede.
A VI Semana da Cultura da Uncisal estará premiando o primeiro lugar com R$ 700,00 e o segundo lugar com R$ 500,00.
Informações sobre categorias e forma de participação na Proest.
Confira o edital completo: EDITAL VI SEMANA DA CULTURA -JORGE DE LIMA
Sobre Jorge de Lima
Jorge de Lima foi um poeta brasileiro. Fez parte do Segundo Tempo Modernista. É autor de vasta obra poética, que oscila entre o formalismo, o misticismo, as recordações da infância e a figura do negro.
Jorge de Lima nasceu em União dos Palmares, Alagoas, no dia 23 de abril de 1895. Filho de senhor de engenho, mudou-se para Maceió, em 1902. Estudou no Colégio Diocesano de Alagoas. Com apenas 17 anos, escreveu o poema "Acendedor de Lampiões". Estudou Medicina no Rio de Janeiro. Em 1914 publicou "XIV Versos Alexandrinos", que foi sua estreia no mundo literário. Em 1919, retornou a Maceió, onde exerceu a profissão e dedicou-se à política.
A carreira poética de Jorge de Lima foi múltipla, iniciou-se no Movimento Parnasiano, e no final da década de 20 acercou-se de técnicas do Modernismo, em especial do verso livre. Reuniu as várias fases em seu poema, a epopeia barroco-surrealista "Invenção de Orfeu".
Jorge de Lima sintonizava-se com as proposições "regionalistas" de alguns intelectuais nordestinos, chefiados por Gilberto Freyre, daí a fase nordestina do poeta, caracterizada por uma produção literária focada na realidade existencial, cultural e histórica do povo do Nordeste. A valorização do misticismo nordestino o aproximou do catolicismo. Publica a biografia "Anchieta", "O Anjo" e "Tempos de Eternidade". O autor explora também a cultura negra, em seus ritos e costumes.
Jorge Matheos de Lima faleceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1953.
*Fonte Internet
