Gabriela Flores e Danielle Cândido
Em entrevista ao telejornal Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, o reitor em exercício da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Paulo José Medeiros, informou que o atendimento realizado na Maternidade Escola Santa Mônica não oferece risco para bebês ou gestantes. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (5).
O reitor em exercício destacou que, apesar de uma parte da maternidade ainda estar em obras, não há razões para receios por parte dos pacientes e entidades. “Jamais receberíamos crianças ou gestantes se houvesse algum risco para a saúde deles. A equipe que trabalha na Santa Mônica é extremamente responsável", acrescentou.
A transferência dos serviços médicos que atendem à demanda de alta complexidade está sendo realizada desde a última segunda-feira (02), quando houve a relocação dos 17 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, que até então estavam sendo disponibilizados no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPPA).
Medeiros reforçou ainda que a Maternidade está, neste momento, atendendo as gestantes de alto risco desde que tenham o encaminhamento do Complexo Regulador de Atendimento (Cora), setor de responsabilidade do município de Maceió.
Ao abordar alguns questionamentos que surgiram quanto à segurança da unidade, Paulo Medeiros lembrou que "todas as ações que estão sendo desenvolvidas foram previamente pactuadas com o Ministério Público, o Conselho de Maternidades, o Conselho Regional de Medicina/AL e outras entidades de saúde".
Neste momento, a Santa Mônica funcionará com alguns ajustes e retomará parcialmente os serviços com 20 leitos de UTI neonatal, três leitos de UTI materna, 34 leitos de obstetrícia e cinco leitos de Enfermaria Canguru.
Nota oficial – Em decorrência das matérias publicadas na imprensa sobre a transferência de pacientes para a Santa Mônica, a Mesa Diretora do Conselho Estadual de Saúde de Alagoas (CES/AL) emitiu nota oficial informando que as declarações dadas por conselheiros acerca da maternidade não representam a opinião do Conselho.
“Por ser um órgão colegiado, e tendo a sua composição partidária, [o CES] desautoriza conselheiros a emitir parecer sobre qualquer tema, de forma isolada, sem embasamento técnico e sem as devidas deliberações legais”, esclarece a nota.
A declaração oficial explica ainda que em nenhum momento os membros da mesa diretora e o presidente do CES, José Wilton da Silva, emitiram opinião sobre a declaração da maternidade. Sobre a situação da Santa Mônica, o Conselho está tomando as devidas providências.
'Jamais receberíamos crianças se houvesse algum risco à saúde', diz reitor
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