Texto: Wedja Santos – Ascom MESM
É fato que nenhuma mãe, pai ou família se programa para um parto prematuro. Mas, quando acontece, é Importante que tenham o atendimento, acompanhamento e suporte de acordo a necessidade de cada um. Nesse sentido, toda equipe, em áreas específicas, precisa estar preparada e entender o trabalho dos colegas a fim de atingir a plenitude do serviço de referência ofertado pela maternidade à gestante e bebê de alto risco.
Com essa visão, as organizadoras do Novembro Roxo na Maternidade Escola Santa Mônica definiram uma programação especial para os profissionais da assistência. De 19 a 28 deste mês, temas vividos no dia a dia do bebê prematuro e respectivas mães serão explanados e discutidos em palestras realizadas por profissionais especialistas da MESM.
Para se ter ideia da importância desse serviço para a comunidade alagoana, em especial para a famílias de bebês prematuros, em todo Brasil, 12% do bebês nascem prematuros. Na Santa Mônica, esse número de janeiro a outubro de 2018 chegou, em média, a 38%.
Este número se dá em virtude da MESM ser referência Estadual para o atendimento às gestantes e neonatos de alto risco. Para garantir todo suporte, a MESM conta com 26 leitos de Terapia Intensiva Neonatal, 26 leitos de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, 12 leitos de Cuidado Intermediário Canguru, conhecida como Enfermaria Canguru, e tem a única UTI materna do Estado.
com esse perfil e uma equipe profissional especializada, juntamente com o Hospital Universitário Alberto Antunes, a maternidade realiza um número maior de partos prematuros. Assim, a programação do Ciclo de Palestras MESM atinge todas as áreas profissionais da assistência e reforça a importância do Método Canguru, tema do Novembro Roxo de 2018. “Quando acontece a interrupção da gestação prematuramente ocorre também um sofrimento e
insegurança da mãe, e nossa equipe é quem dá o suporte para minimizar esses sentimentos, cada um em sua área. Por isso, é tão importante o engajamento de todos ao ministrar e participar das palestras”, disse Andréa Pinheiro, pediatra e organizadora do Ciclo de Palestras.
Programação
19 de Novembro (segunda-feira)
14h30 - Método Canguru – Viviane Maria de Lima Nascimento - Enfermeira
15h30 - Os direitos do bebê prematuro - Mônica Tenório - Assistente Social
16h30- Prematuridade: desafios assistenciais - Junko Asakura – Pediatria neonatologista
21 de Novembro (quarta-feira)
8h - Método de transição da alimentação do RNPT - Adriana Melo – Fonoaudióloga
9h - Aspectos miofuncionais orofaciais do prematuro - Waléria Ferreira - Fonoaudióloga
10h - A importância do leite materno para o bebê prematuro e colostroterapia - Andréa Pinheiro -
Pediatra neonatologista
22 de Novembro (quinta-feira)
13h30 – Retinopatia da Prematuridade - Hélder Viana e Daniela Lyra - Oftalmologistas
14h30 - Broncodisplasia - Ana Cláudia Downsley - pneumopediatra
15h30 - ‘Prevalência, fatores de risco e desfechos intra-hospitalares para hemorragia peri-
intraventricular em recém-nascidos prematuros menores de 34 semanas de idade gestacional’ -
Ana Frante - pediatra / ultrassonografista
16h30 - Fisiopatologia da SDR - Cinthia Maria Xavier Costa - Fisioterapeuta
28 de Novembro (quarta-feira)
9h- Transporte neonatal - Jenice Coelho - Pediatria neonatologista
10h- Hemorragia Peri-Intraventricular (HPIV) e Hidrocefalia - Jeane Ricardo - neurocirurgiã
11h - Aspectos emocionais da dinâmica profissional em unidade neonatal - Esmeralda Ramires -
Psicóloga
12h – encerramento do Ciclo



