
Eduardo Almeida
Um novo curso de extensão que será ofertado pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) promete, literalmente, mexer com a comunidade acadêmica. Com o apoio de um grupo de percussionistas, a instituição ofertará um curso de Maracatu.
A iniciativa surgiu de uma parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão, que tem à frente o professor George Souza, e o mestre de Maracatu Júlio Andrade. A ideia é aliar o ritmo a práticas terapêuticas para pacientes que sofrem de problemas como Alzheimer.
“O projeto de Maracatu vai ser aberto à comunidade acadêmica e à população de uma maneira geral. Serão ensinadas técnicas de percussão para que futuramente a gente possa atender idosos, pacientes com déficit de equilíbrio e de coordenação, que vão aprender o Maracatu e tratar o seu distúrbio”, explica o pró-reitor.
Segundo o mestre de Maracatu Júlio Andrade, a proposta de criar um curso que aliasse conhecimento científico e cultura popular surgiu com base em observações que ele fez quando integrava o grupo Baque Alagoano. A ideia é que o curso se torne permanente.
“Durante o período em que passei no grupo, nós percebemos que a percussão pode ser um instrumento de socialização. O professor George Souza nos recebeu e abraçou a ideia de criar o curso de extensão, com ciclos anuais. Torcemos para que ele se torne permanente na grade de cursos oferecidos pela Uncisal”, pontuou o mestre.
