
Foto: Thiago Silva
Danielle Cândido
Maceió responde por 36% da taxa de detecção da hanseníase em Alagoas - uma doença infectocontagiosa endêmica que representa um grave problema de saúde pública. Para sensibilizar e promover condições do autocuidado da população, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) abriu 20 vagas para estudantes participarem do projeto de extensão “Ações de educação em saúde na comunidade: autocuidado em pessoas afetadas pela hanseníase, no segundo Distrito Sanitário, Maceió”. As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2NygnIXqV_b6_m072QZLPycskY4lp5wXZ1EQhXCDjpbMwJQ/viewform até o dia 25 de fevereiro.
Podem se inscrever alunos de qualquer graduação da Uncisal; e alunos regularmente matriculados em instituições de ensino superior (IES) reconhecidas pelo Ministério da Educação, em cursos da área da Saúde, ou áreas afins que estejam relacionadas com a temática do projeto.
As atividades extensionistas acontecerão às segundas-feiras, no turno da tarde, e às terças-feiras, no período da manhã. Grupo de estudos, interação e disseminação sobre a temática central do projeto; acolhimento e promoção da saúde às pessoas afetadas pela hanseníase, através de ações de educação em saúde, treinamentos, orientações teóricas e práticas são algumas das ações desenvolvidas pelo projeto.
De acordo com a professora Gracinda Maria Gomes Alves, coordenadora do projeto de extensão universitária, o projeto irá realizar atendimentos em grupos na Unidade Básica de Saúde Roland Simon, no Vergel do Lago, do Segundo Distrito de Saúde de Maceió, para orientação, esclarecimento e sensibilização para o autocuidado das pessoas afetadas pela hanseníase nesta comunidade.
“Estamos formando profissionais engajados e comprometidos com a atenção em saúde das pessoas com hanseníase, doença que é muito negligenciada, sensibilizando assim todos os envolvidos no projeto”, explicou a professora da Uncisal.

Foto: Myke Sena / MS
Hanseníase - Segundo os dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2019), o Brasil está em segundo lugar no mundo em taxa de detecção da hanseníase, que vem apresentando números crescentes de incapacidade física grau II, dado este que aponta para uma endemia oculta; e Alagoas vem mantendo a taxa de detecção ao longo de uma década - o que delineia a necessidade de controle da endemia.
Para prevenir os agravos decorrentes das complicações que o desenrolar da doença pode trazer, é necessário a atuação integrada, de caráter multiprofissional, entre os profissionais e os setores da sociedade contemplados.
