.jpeg)
Danielle Cândido
O dia 24 de março é instituído como o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Para conscientizar o público sobre a epidemia global de tuberculose e os esforços para eliminar a doença, o Ambulatório de Especialidades da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Ambesp/Uncisal) realizou mais uma edição do projeto Interação, nesta quarta-feira (20/03), na sala de espera humanizada do Ambulatório, que transforma o tempo ocioso do paciente (enquanto ele espera pela consulta) em um espaço de informação.
A residente em Infectologia do Hospital Escola Helvio Alto, a médica Keily Silva destacou que a Organização Mundial de Saúde e a Associação Pan-Americana de Saúde têm o objetivo de erradicar a tuberculose até o ano 2035. “É um grande desafio já que, só no Brasil, cerca de 78 mil pessoas são diagnosticadas com tuberculose todo ano. Mas não é uma tarefa impossível, visto que desde o diagnóstico até o tratamento é feito todo pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, informou.
Ao abordar sobre o tema “Tuberculose tem cura”, a médica Keily Silva explicou que basta o paciente ser diagnosticado para começar o tratamento. Para tanto, é preciso estar atento aos sintomas: febre, tosse prolongada, sudorese noturna e perda de apetite. “O principal fator de risco para contrair tuberculose é estar próximo de pessoas que estejam sintomáticas, porque essa pessoa não está só doente, mas também está transmitindo a tuberculose para todo mundo que está no seu convívio diário”, alertou.
.jpeg)
Para a assistente social do Ambesp, Agda Alves Soares, que falou sobre a “Proteção social para a pessoa com tuberculose", é fundamental que as pessoas conheçam os direitos sociais e assistenciais que devem procurar e que as amparam. “Enquanto pessoa responsável pela informação da saúde, temos a preocupação de fazer com que o paciente busque o diagnóstico precoce para que a tuberculose seja tratada a tempo”, disse, acrescentando que, “manter-se informado sobre a realidade do que é o assunto já é uma maneira de combater o preconceito que existe em torno da doença”.
"Ainda que seja uma doença passível de prevenção, tratamento e cura, a tuberculose ainda mata milhares de pessoas todos os anos no Brasil. Por isso, para se evitar a doença, campanhas como essa são essenciais para manter a população informada”, apontou a enfermeira do Ambesp, Denise Ramos, autora do projeto Interação em parceria com a assistente social Luiza Freitas, supervisora geral do Ambesp. Ainda segundo a enfermeira, a mobilização chama a atenção para os principais sintomas e reforça que o diagnóstico e o tratamento adequado levam à cura e estão disponíveis no SUS.
Interação - O projeto tem o objetivo de fortalecer o vínculo e o acolhimento aos usuários que comparecem ao serviço; reduzir o estresse e a ansiedade dos usuários que ficam na sala de espera, aguardando a consulta; abrir espaço para escuta e diálogo dos pacientes, de forma que eles possam expressar suas dúvidas, seus medos; proporcionar esclarecimentos e orientações em saúde a partir de palestras educativas e ações em saúde.
