
Eduardo Almeida
Criado para investigar mortes clínicas de causa indefinida, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) tem se transformado em referência na pesquisa científica. A unidade teve 11 trabalhos aprovados na 32º edição do Congresso Brasileiro de Patologia, considerado um dos mais importantes eventos científicos da área no país.
O número é 37% maior do que o total de trabalhos aprovados na edição anterior do congresso, em 2017, quando oito pesquisas foram consideradas aptas. O elevado grau de produtividade acadêmica é resultado da articulação entre as gerências administrativa, médica e os servidores – em boa parte também acadêmicos.
“Este é um evento importante. Estamos falando do Congresso Brasileiro de Patologia. Nós submetemos 12 trabalhos e tivemos 11 deles aprovados. Pode parecer banalidade, mas não é. Esse resultado é fruto de um esforço em conjunto que estamos realizando desde a chegada de novos servidores efetivos”, explica Ana Paula Pinto, gerente médica do SVO.
De acordo com ela, as pesquisas realizadas na unidade têm caráter epidemiológico e utilizam dados publicizados que constam em declarações de óbito. “Um SVO pode ser científico. Nossa unidade foi destaque no Brasil em 2017, quando foi o SVO que teve mais trabalhos. Provavelmente, vamos repetir o feito este ano”, completa Ana Paula.
Servidor do SVO e acadêmico do 5º ano de Medicina da Uncisal, Matheus Custódio destaca que três representantes da unidade devem se fazer presente no evento, que acontece na cidade de Fortaleza, no Ceará, entre os dias 2 e 5 de abril. “Sem dúvidas, uma oportunidade ímpar para trocar conhecimento e aprimorar nossa atuação”, expõe.
SVO – O Serviço de Verificação de Óbito é uma unidade de Apoio Assistencial da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, que tem como função investigar mortes clínicas, com bases técnicas e científicas, conferindo-lhes, ao mesmo tempo, um aspecto mais humanitário e um método estritamente científico em sua realização.
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