
Por João Paulo Alves
Hoje (17) é celebrado o Dia Mundial de Combate à Homofobia. Há exatos 26 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID). Até então, o homossexualismo era considerado um transtorno mental. Por isso, o dia 17 de maio, virou um marco para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros (LGBTT). A data é referência no combate à homofobia no mundo inteiro, um símbolo de resistência.
A cidade de Maceió também não fica de fora no combate à homofobia. No dia 24 de abril de 2009, a câmara municipal da cidade aprovou a Lei nº 5.771, que promove direitos, debates e o desenvolvimento de ações que contribuem para o combate ao preconceito no município.
Há quase dois meses, um grupo de estudantes da Uncisal criou o Coletivo Bee, uma associação que pretende atuar de forma ativa no combate ao preconceito dentro e fora do ambiente acadêmico. O coletivo é formado por quase 30 estudantes e recebe o apoio de alunos simpatizantes à causa, servidores e professores da instituição. Ainda conta com a parceria da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel) e do Coletivo Tamanca (Ufal).
Atualmente, o coletivo promove uma campanha de conscientização nas dependências da Uncisal com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre as diversas formas de preconceitos verbais sofridos pela população LGBTT.
Segundo o estudante do quinto período de fisioterapia e idealizador do Coletivo Bee, Erivaldo Lima, “decidimos divulgar nossa mensagem contra a homofobia por meio de cartazes coloridos afixados nas dependências da Uncisal para mostrar que o preconceito existe em todos os ambientes, inclusive, dentro das universidades e ele precisa ser combatido”, declara. Lima ainda esclarece que o Coletivo Bee não quer agredir ninguém e, sim, conscientizar as pessoas sobre as agressões verbais que a população LGBTT sofre diariamente.
A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) repudia quaisquer formas de preconceito, seja ele de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Para a pró-reitora estudantil, Denyse Moura, “a Uncisal apoia todas as formas saudáveis de manifestação desde que sejam respeitados os direitos e garantias individuais, tanto de quem se manifesta quanto do próximo que absorve a mensagem”, afirma.
O Coletivo Bee realiza reuniões quinzenais, todas as quartas-feiras, no térreo do Prédio Sede da Uncisal, a partir das 17h. Quem desejar participar dos encontros basta comparecer ao local.
